“Eu não sei exatamente o porque de eu estar escrevendo isso… acho que é o que eu preciso. Não, o que eu preciso é você. Mas voltando… eu disse, disse que não sabia se seria ou não a ultima carta. E não foi. É, mais uma vez eu estou aqui, escrevendo na esperança de te falar tudo o que eu não consegui falar olhando em seus olhos, por mais que eu quisesse. Eu tentei, juro que tentei te falar tudo o que eu sentia olhando nos seus olhos, eu tentei te dizer que eu não sou nada sem você e que a vida não faz sentido algum quando você não está por perto. Tentei falar o quanto eu preciso de você comigo, tentei falar do meu amor… mas não falei nada, eu apenas fiquei ali, olhando para você, tentando formular qualquer frase que explicasse tudo o que eu precisava te dizer, mas não veio nada. Você me trava, me deixa imobilizada, e isso é uma merda. Eu me odeio por isso. Por que eu não consigo ser um pouco mais forte quando o assunto é você? Droga. É aí que tá o problema, você me tem fácil demais, e isso é a pior coisa para mim. Eu não queria e não quero te perder, mas eu já me perdi para você e isso é muito pior. (…) e nos fins de tarde eu tento me enganar, mais do que tento o dia todo. Tento me enganar dizendo para mim mesma que não é a sua voz que desejo ouvir, ou que não é o seu toque na minha mão que eu desejo sentir, mas sempre tem aquela voz que vem do fundo da mente “é ele sim que você deseja, para de ser boba, vai. Larga mão e vai logo atrás”. Maldita voz, logo quando eu estava me convencendo de que não é você que eu procuro em outros corpos ela vem e me faz sentir tudo o que eu sinto quando não estou perto de você. Aquela saudade que dói o coração, aquele vazio ao cair da noite, aquela ansiedade esperando ouvir meu celular tocar e ver que é você ligando e dizendo que não se agüenta mais de saudades longe de mim. Mas, nada. Nem ligações ou um sms. E a cada vez que o celular toca ou recebe sms eu espero que seja você, mas não é, e isso me mata a cada minuto que passa. E a noite vai passando, cada vez mais lentamente, e eu com o celular na mão esperando qualquer notícia sua, qualquer coisa que me faça acreditar em que você ainda não me esqueceu, que me faça acreditar em nós, um pouco mais. E, pela trigésima vez, me pergunto se não deveria ter feito algo diferente essa noite e chego a conclusão que sim. Afinal, são quase 4 horas e eu ainda não consegui dormir, e fico me perguntando o tempo todo “por que não dá certo eu e você? E se não dá, por que eu não consigo me focar em outra pessoa? Por que você sempre toma o primeiro lugar na minha cabeça quando eu tento pensar em outras coisas?” droga, droga, droga! E essa minha vontade de te ligar, só pra saber como você está, só pra saber se não sentiu nem um pouquinho a minha falta nesses últimos dias em que não conversamos direito, tá aumentando cada vez mais. É, porque eu senti, e muito, a sua falta. Ficar sem falar contigo é como uma tortura para mim. é como se faltasse uma parte do meu dia, e falta, porque a grande parte dele se resume em você e eu. Perguntar se você não sentiu falta de quando ficamos 2h no celular só falando coisas sem sentido, ou até mesmo das coisas que fazem sentido. “Fala sério, você não sentiu mesmo falta disso tudo?” é isso que dá vontade de perguntar. Mas não… realmente, é melhor eu virar para o lado, largar esse celular e dormir, porque eu já não estou mais pensando direito. Mas eu juro, qualquer dia eu te ligo de madrugada só para te dizer que eu não agüento mais ficar sem você. Juro.”